sexta-feira, 24 de outubro de 2008

CUIDADO PESSOAL, AÍ VÊM A TRAPA SUATE!

Gente, com certeza vocês estão acompanhando essa história do seqüestro de Santo André, assim como eu. Não dá para não acompanhar, está saindo até em propaganda de papel higiênico! Principalmente nos canais “tubaína” de tv, como a Record e a Rede TV.

A ação do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais), grupo de elite da polícia de São Paulo no fatídico caso foi tão sutil quanto um elefante dançando balé. Aí a cúpula da polícia, alguns políticos e jornalistas vêm dizendo, tentando tirar o rabo da reta: “Mas em 10 anos o GATE só falhou duas vezes...” Ora, ora, senhores, a polícia nesses casos funciona como um neurocirurgião gripado, estirpando um tumor cerebral: Por melhor que seja o médico, se ele espirra mata o paciente. Se em 10 anos de bons trabalhos, esse neurocirurgião espirrar duas vezes, vão ser dois a menos no mundo.

E no caso em questão a polícia não só espirrou, como tossiu e teve uma convulsão. Tudo ao mesmo tempo! A barbeiragem foi de dar inveja a antiga “Trapaswat” de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias.

Teve de tudo, como num verdadeiro freak show: De porta que explode e não caí, à refém liberada e que volta ao cativeiro com a conivência da polícia. O pior foi assistir um pobre de um policial tentando invadir o cativeiro por uma janela, usando uma escada capenga. O coitado só chegou à cena do crime depois que tudo havia passado.

Parece engraçado, mas é sério. E a gente ainda tem que aturar os comandantes da operação, verdadeiros babacas de uniforme, jogando a culpa um em cima do outro. Fico com a frase do brasileiro, que é instrutor da Swat, a verdadeira: “É uma vergonha ser brasileiro e policial, e ter que assistir a tantos equívocos, a tantos desmandos juntos em uma mesma operação.”

Desta forma, caso aconteça alguma coisa, Deus nos livre, não chame a polícia. Faça com eu, chame o Chapolim Colorado, que pelo menos é mais engraçado.


terça-feira, 14 de outubro de 2008

É PRECISO SABER A HORA DE PARAR!

Essa não é apenas uma máxima, é uma verdade universal. O tempo é inexorável para todos, para mim, para você e para os gênios, que não deixarão de sê-los, porém não vão ter mais a saúde, a paciência ou a benevolência de realizar suas proezas tantas vezes seguidas. Zico e Pelé continuam sendo craques, mas se tivessem que disputar um jogo oficial sairiam aos 15 minutos do primeiro tempo.

O tempo é inexorável para o físico e para o cérebro. Se é assim para quem, como nós, possui o cérebro normal, no tamanho padrão, imagina para aquele cidadão ou cidadã que tem o cérebro do tamanho de uma ervilha?

A Xuxa (essa mesmo) é um bom exemplo de indivíduo desprovido de um tamanho encefálico satisfatório, e que passou do ponto. Na verdade passou muito do ponto. Xuxa, que um dia foi uma uva, hoje não passa de uma passa (essa foi horrível...).

Xuxa poderia ter aproveitado a gravidez e ter encerrado a carreira com dignidade, há uns dez anos atrás. Seria ela então um ícone, um ser quase mitológico. Uma espécie de Eva Perón das crianças brasileiras. Mas não!!! Xuxa prosseguiu e hoje disputa audiência com Maísa (é assim que escreve?), uma “mini-petit”, como diria o Marcelo Tas, com seis anos de idade e que muita gente, como eu, acha que é uma anã. O pior, é que nessa briga de IBOPE sem o menor glamour, a velha rainha louca está perdendo feio...

Até o projeto XSPB (Xuxa Só Para Boçaizinhos), que outrora rendeu excelentes dividendos, hoje está fazendo água. O “Xuxa Só Para Bitoladinhos” é uma versão tupiniquim e mal acabada daqueles programas musicais gringos, tipo Hi-Five, Backyardingans (é assim que se escreve?), Barney ou Lazy Town, instrumentos tão malevolamente destinados à lobotomização infantil que fariam Joseph Menguele sentir inveja.

Esta edição do projeto XSPB foi além de qualquer um dos outros, levando a mediocridade à fronteira final. Mais do que horrorizar com sua voz de “cambaxirra ululante” e de surpreender com letras complexas com apenas 4 palavras, (Aí vem o macaco, o macaco, o macaco, o macaco, o macaco...), A velhinha dos baixinhos teve a inebriante idéia de regravar uma canção e colocá-la como ‘música de trabalho”.

Qual música???

Tumbalacatumba-tumba-tá. Esse é o nome da música. Cara, a Xuxa regravou uma música da Vovó Mafalda!!!!!!!!! Quem tem mais de trinta, assim como eu, sabe do que eu estou falando.

TUMBALACATUMBA-TUMBA-TÁ!

Vovó Mafalda cantava isso no “Clube do Bozo”, enquanto Papai Paudo dançava atrás, imitando uma múmia! E a Xuxa regravou!!!! É pra mijar de rir se não fosse absolutamente deprimente.

Roger Daltrey do The Who repetia sempre o lema punk: Viva rápido, morra jovem! Nunca concordei, mas depois disso passei a entender um pouco mais...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

VÃO-SE OS CABAÇOS, FICAM OS DESGOSTOS!

Existem várias frases que definem uma eleição, mas a que eu mais gosto é a do cantor falcão, o brega, parafraseando Machado de Assis: “Vão-se os cabaços, ficam os desgostos!”


A cada ano que passa essa tranqueira de eleição fica pior. Fica pior porque cada vez mais ficamos espremidos entre os candidatos medíocres, os corruptos e os incompetentes. Em algumas ocasiões, os candidatos possuem duas ou todas essas desqualificações ao mesmo tempo. E o pior é que essa gente consegue se eleger, às custas de um povo burro, interesseiro e tão corrupto quanto os facínoras que pedem votos.


É para gargalhar, ou para verter rios de lágrimas, como queiram. Eu prefiro gargalhar, hehehehe. Saca só o exemplo que arrumei.


Resultado final para eleição de vereadores em Duque de Caxias, estado do Rio:

1 – Samuquinha
2 – Chiquinho Grandão
3 – Junior Reis
4 – Juliana Filha do Tião do Táxi
5 – Jonas é Nós
6 – Mazinho
7 – Josemar Padilha
8 – Ricardo da Karol
9 – Grande
10 – Tato
11 – Fatinha
12 – Chico Borracheiro
13 – Maninho do Posto
14 – Moacyr da Ambulância
15 – Gaete
16 - Marquinho Oi
17 – Carlos de Jesus
18 – Eduardo Moreira
19 – Marcelo do Seu Dino
20 – Leide
21 – Ademir Martins


Dos 21 eleitos, mais da metade possui nomes absolutamente bizonhos! Imagina uma sessão da câmara para votação de um projeto: “Srª Vereadora Juliana Fila do Tião do Táxi, a senhora vota a favor do requerimento de autoria dos vereadores Chico Borracheiro, Grande e Chiquinho Grandão, ou vota com o parecer do vereador Marcelo do Seu Dino?”

Mas pode ser pior, “Vamos fazer a chamada dos vereadores presentes: Vereador Jonas?” aí o sujeito responde lá do púlpito: “É nós!”

Pelo visto o comercial de televisão incentivando o voto consciente não deu muito certo. E ainda pedem pra gente acreditar...


segunda-feira, 8 de setembro de 2008

DUNGA ABRIU O OLHO. DESLIGUEM OS APARELHOS!!!

Domingo, 22 h. No hospital uma movimentação diferente no CTI. Dunga, O técnico da seleção brasileira de futebol, abriu os olhos. Os mais otimistas deram vivas, finalmente a seleção estava saindo do coma! Tudo por conta de uma vitória de 3 a 0 sobre o Chile em Santiago.

Vocês viram ao jogo? Eu vi. Galvão Bueno, aquele que deve se aposentar urgentemente, não falou a célebre expressão das olimpíadas “força mental”, mas repetiu a palavra determinação inúmeras vezes, um saco.

Tudo bem, Nosso time jogou razoavelmente melhor, mas o que é Chile? Pintaram o Chile como uma potência mundial. Não é e nunca foi. Tudo bem, não é fácil ganhar deles lá, como não é fácil ganhar do Bangu em Moça Bonita. Poderíamos ter feito uns 8 gols, mas aí entrou em campo o nosso “complexo de craque”, aí ficamos em 3 apenas.

Quarta feira tem jogo contra a Bolívia no Engenhão, prenúncio de mais uma “carne assada”. Tudo indica que Dunga ganhará uma sobrevida no comando da seleção. Acho bom alguém tomar uma atitude e desligar os aparelhos que mantém o Dunga vivo. Como diria o Dr. House, essa melhora é apenas um subterfúgio que a sarcoidose apresenta para ludibriar o sistema imunológico, enquanto continua a destruir o corpo por dentro.

Salvem a seleção enquanto é tempo, desliguem os aparelhos do Dunga!

SPITZ NAS PARAOLIMPÍADAS

Amigos torçam para mim hoje. Estarei competindo na natação, prova de 50 metros, estilo cachorrinho para lobotomizados. Tenho chances de medalha, pois o meu maior concorrente está em coma há 15 anos. Se tudo der certo, conseguirei bater o meu próprio recorde, que é de 2 horas e 27 minutos. Assim poderei levar o nome da família novamente ao topo da natação mundial.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

UMA OLIMPÍADA DE EQUIVOCOS I – CHINA BOTA GASOLINA


Talvez estas tenham sido as Olimpíadas mais chatas dos últimos tempos. Em primeiro lugar porque foi na China, um país onde não se pode fazer nada fora do roteiro. E em segundo lugar porque foi na China, um país que tem o fuso horário totalmente diferente do nosso, o que nos obrigou a fazer mágica para acompanhar as competições. A única coisa que alegrou essas Olimpíadas foram os narradores, comentaristas e repórteres, que incentivados pela quebra constante de recordes, soltaram o gogó e se superaram no quesito besteirol. Como essa gente consegue falar tanta merda em tão pouco tempo!

Vamos começar do começo, sem redundâncias. Na cerimônia de abertura a repórter Sônia Bridi da rede Globo (É assim que se escreve?), laureada como primor de repórter, não conseguia terminar uma frase, um raciocínio. Sônia foi dona de momentos como: “A principal diferença da escrita da dinastia Xang para a escrita da Dinastia Ming foi...” Foi? Foi??? Foi o quê, bolas???? Até agora eu não sei, porque ela não completou a frase.

Pedro Bial queria fazer poesia com esporte e cultura. Como poeta Bial é um excelente apresentador de BBB. Suas reportagens eram tão blazê (é assim que se esceve?) e pseudo-intelectuais que me davam mais sono que o maracugina que tomo antes de dormir. Uma beleza...

Soube que a equipe da Band em Pequim teve seu passaporte cassado deixando-os retidos na China. O Motivo? Só podem embarcar seres vivos, não “mortos-vivos”. Gente, de onde desenterraram Álvaro José e Elia Júnior? E Sívio Luiz?! “Vai Bruneba, manda o canhão!” (Sílvio Luiz narrando um lance de ataque do jogador Bruno da seleção brasileira de Handball). Salva-se aí somente o Luciano do Valle, o único que controlou seu lado torcedor e colocou um pouco de bom senso em suas locuções.

Mas incontestável mesmo foi o ouro com direito à recorde mundial de Galvão Bueno. O que é Galvão Bueno narrando jogo? No começo dava vontade de tentar o suicídio ao ouvir Galvão bostejando no microfone. Depois, seguindo o conselho de Cacá, um amigo meu, abstraí e comecei a achar engraçado. Aliás, a coisa mais engraçada das Olimpíadas.

Frases toscas como “China, bota gasolina!” (tradução para o grito de guerra da torcida chinesa), “Bateu um desânimo!” ( na semifinal do vôlei de praia), e “Não agradeça, nós é que agradecemos à você!” (Para Emanuel do vôlei de praia, imaginando que seria a última partida dele em olimpíadas, fato descartado pelo atleta logo após). Porém o que vai ficar pra sempre em minha mente é a expressão “força mental”. Galvão Bueno repetiu essa expressão tantas vezes nas finais do vôlei que eu passei até a contar. Foram mais de 45 vezes, 19 em uma só partida.

Agora falando sério. Galvão, não está na hora de se aposentar não?

UMA OLIMPÍADA DE EQUÍVOCOS II – DERROTAS E DERROTAS

Uma vitória não apaga uma derrota como uma derrota também não apaga uma vitória. Isso é uma verdade. Como também é verdade que no esporte vence sempre o melhor, mesmo que o vencedor só tenha sido melhor por frações de segundos.
Então vamos aos fatos: Não adianta as jogadoras de vôlei de quadra fazerem sinal de silêncio para as câmeras depois da conquista do ouro, porque, por mais que tenha sido brilhante e sensacional, não apaga o fracasso de 2004. Digo mais! O fracasso de 2004 foi fator primordial para o sucesso de hoje.
Não adianta a imprensa e os críticos de plantão mandar lenha em cima da seleção masculina de vôlei pela perda da medalha de ouro. Essa seleção é simplesmente a única na história que se manteve hegemônica durante dois ciclos olímpicos, ganhando seis ligas mundiais, duas copas do mundo, um ouro e uma prata. A seleção perdeu, mas como grande campeã que é, reconheceu que os Estados Unidos são melhores e ponto.
Dizem que a prata para nossa seleção feminina de futebol foi injusta. Não foi. A equipe americana soube jogar o jogo melhor que a nossa. Sabendo da sua inferioridade técnica e da sua superioridade física, soube se defender e, no momento certo, fez o suficiente para alcançar a vitória.

Para terminar, fico com as palavras de Marcelinho, levantador da seleção de vôlei: “Esta medalha de prata tem gosto de prata.” É isso mesmo. “Medalha de bronze que tem gosto de ouro” e “Campeão Moral” fazem parte do discurso dos fracos e perdedores. Juliana Veloso dos saltos ornamentais nunca disse que o seu 16º lugar valeu como ouro, apesar de significar bem mais do que o 6º lugar do Jadel Gregório, ou a ridícula posição do Diego Hipólito (qual foi mesmo?), se compararmos as condições de treinamento e competição da Juliana com as condições desses outros atletas.

Acho que precisamos formar menos “Campeões Morais”...